Sábado frio em São Paulo. Encapotadas, lá fomos nós para a Brasilândia. Não poderíamos perder a comemoração de um ano do Sarau na Brasa, movimento criado por jovens do bairro distante, além Tietê. Muitas quebradas atravessadas antes de chegarmos ao bar, que estava cheio de gente alegre, moçada, crianças, idosos, aquecidos pela festa, imunes ao vento gelado da esquina.
Sorrisos espalhados pelo ar eram distribuídos de um a um, transformados em boa noite. Numa bancada, livros dos poetas da noite, testemunhas vivas do trabalho que começou no sonho de um menino, tomou vulto e ganhou vida própria nos versos de cada um.Ali, a Antologia, resultado do trabalho contínuo e agregador do grupo, teimoso ao insistir que poesia e música são presentes em cada ser humano, basta acender o pavio.
As conversas rolavam soltas, e o prazer do pertencimento era visível em cada rosto naquela noite de festa. O orgulho do resgate ao lazer, num local tão desprovido dele. A altivez da criação de um espaço para abarcar a arte das pessoas do lugar. A alegria de poder extravasar em música e poesia os sentimentos que não se continham no peito.
De um lado, os senhores da velha guarda da escola de samba Rosas de Ouro, originária do bairro, do outro, o grupo de rapazes com seus tambores, prontos para o Maracatu e entre eles, os poetas andando de lá para cá, num movimento quase rimado, esperando sua vez de entrarem em cena.
O som do violão rompeu alto, o samba pediu licença e a festa começou. Emoção nas vozes, corpos gingando no ritmo, a música dá o tom para a folia lítero-musical.
Sorrisos espalhados pelo ar eram distribuídos de um a um, transformados em boa noite. Numa bancada, livros dos poetas da noite, testemunhas vivas do trabalho que começou no sonho de um menino, tomou vulto e ganhou vida própria nos versos de cada um.Ali, a Antologia, resultado do trabalho contínuo e agregador do grupo, teimoso ao insistir que poesia e música são presentes em cada ser humano, basta acender o pavio.
As conversas rolavam soltas, e o prazer do pertencimento era visível em cada rosto naquela noite de festa. O orgulho do resgate ao lazer, num local tão desprovido dele. A altivez da criação de um espaço para abarcar a arte das pessoas do lugar. A alegria de poder extravasar em música e poesia os sentimentos que não se continham no peito.
De um lado, os senhores da velha guarda da escola de samba Rosas de Ouro, originária do bairro, do outro, o grupo de rapazes com seus tambores, prontos para o Maracatu e entre eles, os poetas andando de lá para cá, num movimento quase rimado, esperando sua vez de entrarem em cena.
O som do violão rompeu alto, o samba pediu licença e a festa começou. Emoção nas vozes, corpos gingando no ritmo, a música dá o tom para a folia lítero-musical.
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