segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Histórias vivas de pessoas mortas.

Tempo? Passado, limpo!
Certezas? Demências!
Paixões incoerentes.
Uma lembrança vaga do que fui.
Revisto, revisitado, eu sou.
A cada instante, visto.
Consulto minhas memórias, e elas me falam de que?

Me lembro de teu nome.
Me lembro do toque suave de tuas mãos.
Me lembro do calor de teu corpo,
do gosto de teu corpo.

Me lembro das alegrias e das tristezas.
Todas! Todas! Todas!

Ah, em que grande caldeirão se misturam minhas memórias!
Ah, que estranho fermento faz borbulhar todos esses restos e detritos!

A vida segue, a vida segue.
E, ao final do dia, quem sou?
O que sou?
Pedaços dos pedaços que serei.

--DD

2 comentários:

Pixu disse...

DD, muito bonita. Você gosta bastante do Alvaro de Campos, não? É nítida a influência e as referências que faz.Um beijo.

[ rod ] ® disse...

Estranho é viver só em meio ao "não" querer... ao saber que ali.. ali do outro lado há a resposta para tantas perguntas..

Que o dito torne-se um passado logo...

Abçs,


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